Site Overlay

Separação na gravidez: como lidar?

Separação na gravidez: como lidar?

 

Separação na gravidez: como lidar?

4.3 / 5 ( 9 votes )

 

  |  Tempo de leitura: 10 minutos

A separação na gravidez não costuma ser uma boa notícia, mas, dependendo do relacionamento, pode ser um grande alívio.

A experiência da gestação é, sem dúvidas, transformadora para ambos os cônjuges. Alguns casais a encaram como um período de felicidade plena, apesar do estresse e das noites mal dormidas.

Já outros não conseguem fugir dos conflitos, discussões e brigas. Quando o relacionamento não vai bem, a tendência é que a gravidez coloque os pontos frágeis da relação em evidência. A convivência pode se tornar tão tumultuosa que o casal, sem conseguir enxergar alternativas, opta pelo término do relacionamento para o bem de ambos.

A gravidez no relacionamento

A gestação é sentida por casais de jeitos diferentes e acontece em pontos singulares do relacionamento. Ela pode ter sido minuciosamente planejada ou uma “surpresa”. Às vezes, essa surpresa ocorre em um momento propício. Às vezes, não.

Seja como for, a gravidez é o marco de muitas transformações na vida dos cônjuges e na dinâmica da relação. A partir do momento da descoberta, a vida do casal jamais será a mesma. É preciso repensar o modo de vida, a carreira profissional e a vida financeira, além de fazer dezenas de planos para o futuro da criança.

Neste contexto, qualquer mudança repentina, seja grande ou pequena, pode ser o estopim para conflitos e uma consequente separação na gravidez. São muitos os cenários que passam pela cabeça do casal nos meses precedentes à chegada do bebê.

medo, o estresse e a ansiedade podem tomar conta, aprisionando o casal em um ciclo de desentendimentos e preocupações excessivas.

Quando a gravidez é planejada e a prioridade de ambos os cônjuges é constituir uma família, essa experiência costuma ser bem diferente. Com a vida profissional e financeira estruturada, o casal tem menos preocupações e consegue apreciar todas as fases da gestação até o nascimento do bebê.

Ainda podem ocorrer conflitos no relacionamento, é claro. Mas, eles tendem a ser menos intensos e de fácil resolução. Os desejos do casal estão de acordo com a situação e eles estão dispostos a superar os desafios da gravidez em conjunto.

Problemas conjugais durante a gravidez

É comum ouvirmos que casais encontraram problemas durante a gestação. Dependendo do vínculo entre os cônjuges e da natureza desses conflitos, a separação na gravidez pode ser a saída mais lógica.

Na verdade, o fim do relacionamento neste período é comum porque as relações amorosas mudam muito ao longo dos nove meses da gestação. Elas passam por incontáveis altos e baixos. Alguns deles ocasionam reflexões acerca do vínculo com o parceiro e da própria capacidade de educar uma criança.

Além disso, é preciso levar em conta como cada parceiro vive essa experiência.

A mulher tende a ficar ansiosa ao imaginar a vida com o bebê, cansada por conta das mudanças em seu corpo e do desconforto nos últimos meses da gestação, e sensível devido à produção de hormônios. Já o homem costuma se preocupar com a perda do afeto e da atenção da parceira, as mudanças no estilo de vida do casal e a vida financeira.

Quando essas questões não são bem administradas pelo casal, levam à separação na ou após a gravidez.

Há, ainda, outra questão: cônjuges em um relacionamento doentio podem ser surpreendidos com uma gravidez. Ela acaba multiplicando os atritos entre o casal, elevando o estresse a níveis extenuantes. Neste caso, o término da relação é considerado um alívio para a saúde mental e bem-estar de ambos os parceiros.

Afinal, quando não há interesse do casal em permanecer junto, vale a pena dar continuidade à relação? É claro que passar por uma gestação e cuidar de um bebê sem o apoio de um parceiro não é agradável, mas manter uma relação por conveniência tampouco é.

O casal precisa colocar os prós e contras do relacionamento na balança para chegar a uma conclusão favorável para ambos, sendo essa a separação ou não.

Como lidar com a separação na gravidez?

Separação na gravidez: como lidar?

Lidar com a separação na gravidez ou após a gestação não é fácil. Mesmo quando desejada pelo casal, a dor do término dificulta o processo de superação. Nem sempre o amor acaba durante ou após uma separação ou divórcio. É normal que haja recaídas, arrependimento, muito choro e solidão.

Por outro lado, a separação pode ser amarga. Embora o distanciamento do parceiro seja libertador, os cônjuges ainda nutrem sentimentos ruins um pelo outro e pela situação. Como manter uma boa convivência com um bebê a caminho nessas condições?

Esta é uma situação complexa que merece ser tratada com muita cautela para não afetar a saúde dos futuros pais e, principalmente, do bebê.

1. Dialogue sempre

O diálogo entre os ex-parceiros precisa estar em dia independentemente de como o relacionamento acabou. De fato, mesmo antes do término, o casal precisa conversar sobre os seus sentimentos e anseios, bem como a possibilidade de separação na gravidez.

comunicação não-violenta e sincera é essencial para que ambos os parceiros cheguem a uma conclusão benéfica para ambos e consigam manter uma convivência ao menos tolerável. A separação na gravidez não precisa ser transformada em um campo de batalha!

O casal precisa ter empatia para tentar compreender o ponto de vista do outro e não carregar mágoas no coração. O ressentimento faz muito mal para quem se apega a ele e às pessoas que nada tem a ver com a situação.

Caso seja muito complicado conversar sem a interferência de questões do passado e emoções intensas, os cônjuges podem fazer terapia de casal. Essa modalidade de terapia ajuda os casais a dialogarem, sem brigas e competições, em um ambiente seguro e confortável para ambos.

2. Mantenha um bom relacionamento

Você provavelmente já ouviu diversas histórias de casais que terminam o relacionamento em pé de guerra.

Tanto o homem quanto a mulher brigam incansavelmente pela guarda da criança, o homem se recusa a pagar pensão alimentícia para os filhos, e a família estendida se mete nos atritos dos ex-parceiros, criando uma confusão ainda maior. Há pais que fogem com a criança para outro estado ou país somente para a família do ex-parceiro não conseguir vê-la!

Nessas ocasiões, o vínculo entre os ex-cônjuges normalmente está muito ferido. O ressentimento e a raiva falam mais alto, levando os envolvidos a cometerem atos absurdos com a finalidade de machucar o outro.

Essas situações não lhe parecem extremamente estressantes?

Evite criar problemas desnecessários para você e o bebê e tente manter um relacionamento agradável com o seu ex. Não é preciso forçar intimidade ou passar tempo com ele se você prefere manter distância. Ser cordial e oferecer escuta em momentos de necessidade são o bastante para cultivar uma boa relação.

3. Pense no seu filho

O filho perde imensamente com a disputa de egos dos pais separados. Além de crescer em um ambiente conturbado e observar as suas famílias brigarem com frequência, ele tem mais probabilidade de desenvolver depressãoansiedade ou outro transtorno mental no futuro.

Os pais precisam compreender que todas as suas ações afetam o filho. As crianças são observadoras natas e internalizam normas sociais, valores e condutas ao observarem como os pais e os familiares próximos agem.

Sendo assim, reflita: o que você gostaria de ensinar ao seu filho? Como resolver problemas na base do diálogo, paciência e amor? Ou a alimentar o rancor?

Independente da separação na ou após a gravidez, o bebê precisa crescer em um ambiente voltado a atender com serenidade às necessidades que contribuirão para a sua saúde psíquica. Consequentemente, os pais precisam cuidar de suas questões emocionais, tanto internas quanto com o ex-parceiro, para garantir o equilíbrio do ambiente. 

Orientação psicológica na separação

Separação na gravidez: como lidar?

O casal com dificuldades sempre pode buscar a terapia para evitar a separação na gravidez ou em outro momento do relacionamento. O psicólogo pode orientar os futuros pais a receber bem o bebê, bem como ensiná-los a ter uma postura cooperativa e compreensiva com as limitações do outro.

Tanto a gravidez quanto a chegada de um bebê recém-nascido exigem muita paciência dos pais. Ambos os períodos envolvem aprendizados constantes e vivências inéditas. Quando o casal trabalha junto, essas experiências se tornam menos complicadas e muito mais satisfatórias.

Deste modo, os parceiros que desejam encontrar esse ponto de equilíbrio e permanecerem juntos apesar dos desentendimentos podem recorrer à ajuda de um psicólogo.

Terapia de casal

O acompanhamento psicológico é igualmente vantajoso para os ex-cônjuges que desejam aprender como lidar com separação na gravidez. Na terapia, eles podem expressar todos os sentimentos e pensamentos guardados em relação ao outro de modo que não cause acessos de raiva.

Além disso, encontram soluções maduras para passar pela separação e conviver com o ex-parceiro e os seus familiares.

Ambos são convidados a expressar as suas preocupações acerca de questões conjugais e familiares (divórcio, ciúmes, infidelidade) durante as sessões com psicólogos ou psicólogas especializadas.

Terapia para ajudar a superar uma separação

Para quem realmente entendeu que o fim do relacionamento é a melhor opção, talvez o término em um momento como esse pode causar certos desconfortos — principalmente quando o assunto é a saúde mental.

Além disso, mulheres em período de gestação tendem a sofrer com alterações de humor e até mesmo alguns sinais de depressão, dependendo do caso. O mesmo vale para o puerpério, quando alguns transtornos como a depressão pós-parto podem surgir.

Portanto, o melhor a fazer é buscar se conhecer melhor e trabalhar esses problemas internamente. A terapia é o caminho para isso!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *