Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo: descubra como lidar com este problema - Saúde e bem estar
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Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo: descubra como lidar com este problema

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Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo: descubra como lidar com este problema

 

  |  Tempo de leitura: 9 minutos

Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, datado no dia 18 de fevereiro, dos perigos do consumo nocivo de bebidas alcoólicas. Como o álcool se encontra presente em uma variedade de situações sociais, este costuma ser um tópico sensível. O “beber socialmente” pode evoluir sorrateiramente para uma dependência.

O que é o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o alcoolismo como uma patologia crônica desencadeada pelo uso constante e descontrolado de bebidas alcoólicas. Ela pode comprometer a função do organismo com o tempo, causando problemas de saúde irreversíveis.

Visando conscientizar as pessoas sobre as consequências da ingestão desenfreada de álcool, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo foi estipulado no país. Entretanto, esse dia não diz respeito somente à dependência e as suas consequências.

O alcoolismo afeta o casamento, as relações familiares e profissionais, a situação financeira, diminui a autoestima e impacta também a saúde mental da pessoa alcoólatra e dos indivíduos ao seu entorno. Esses fatores devem ser discutidos ao longo da recuperação desta condição.

Por que esta data é importante?

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo é relevante não somente porque a ingestão excessiva de álcool é prejudicial à saúde do corpo, mas também porque causa problemas em todas as esferas da vida do alcoolista.

Os laços sociais e familiares são prejudicados. As pessoas deixam de querer conviver com a pessoa que bebe excessivamente por temerem passar por uma situação desagradável ou pelo cansaço proporcionado pela convivência.

Embora o apoio de entes queridos seja indispensável para a recuperação do alcoolismo, não são todos os indivíduos que possuem emocional estruturado para estarem nessa situação. Alguns vínculos afetivos podem se romper ou ficarem abalados em face deste problema.

A produtividade no ambiente profissional é reduzida. Não raro esses indivíduos são demitidos em decorrência de condutas inapropriadas e passam por crises financeiras por não conseguirem trabalhar. O gasto excessivo com bebidas alcoólicas também suscita problemas financeiros para o alcoólatra e sua família.

saúde mental também é afetada. O álcool interfere no equilíbrio químico do cérebro, prejudicando a capacidade de pensar, sentir e tomar decisões. É por isso que as pessoas se sentem relaxadas, ansiosas ou confiantes quando bebem. A ingestão em excesso impacta o funcionamento do cérebro e bagunça os seus neurotransmissores, tornando as pessoas mais agressivas, intolerantes e deprimidas.

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo é um alerta anual sobre esses e outros perigos do consumo exagerado de álcool. Nesta data, reflexões acerca da necessidade de beber, seja de modo controlado ou não, e dos problemas resultantes do alcoolismo são reforçadas.

Alguns municípios brasileiros e instituições fazem ações de conscientização para a população. Logo, se torna mais fácil identificar se você ou alguém próximo possui este problema ou tem uma pré-disposição.

O problema do alcoolismo no Brasil

O alcoolismo é a terceira maior causa de mortes no mundo, segundo a OMS. Somente no Brasil cerca de 15% da população é dependente do álcool, sendo que a maioria é formada por homens entre 18 a 29 anos. Dados extremamente preocupantes.

Como as bebidas alcoólicas são drogas lícitas e o seu consumo é incentivado (às vezes, excessivamente), é fácil exagerar na ingestão.

Quase toda celebração serve bebidas de variados teores alcoólicos. Vemos peças publicitárias associarem o consumo de álcool a festas, felicidade, socialização e glamour. Muitos pensam que é impossível se divertir em uma confraternização sem ingerir álcool. Jovens saem de casa com o intuito de ficarem bêbados em vez de se divertirem.

Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo: descubra como lidar com este problema

Beber é a solução quando se está triste, frustrado ou desanimado. Também é incentivado quando se está muito feliz. Ou seja, as bebidas alcoólicas estão em todos os lugares e em quase todos os momentos.

Em razão do fácil acesso e do constante incentivo, não é surpreendente que alguns indivíduos sucumbam ao vício. É preciso ter consciência dos riscos e inteligência emocional para determinar um limite de consumo para si mesmo.

Aumento de consumo de álcool na pandemia 

As pessoas passaram a beber mais durante a quarentena. Os sentimentos negativos provocados pelo isolamento social, o tédio da rotina sem compromissos produtivos e o número crescente de casos e óbitos levaram muitos brasileiros a recorrerem às bebidas alcoólicas para aliviarem a tensão.

Um estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) revelou que 35% das 12 mil pessoas entrevistadas — sendo que 30% desse total eram brasileiras—, afirmaram beber além do considerado socialmente aceito.

Cerca de 52% dos entrevistados apontaram o estresse e a ansiedade como as maiores causas do aumento da ingestão de álcool. Usaram a bebida alcoólica para relaxar, se divertir e escapar de sentimentos ruins.

Como o álcool promove alívio imediato e ajuda as pessoas a esquecerem dos problemas, é muito atraente em momentos de crise.

O problema é que o excesso de álcool no organismo deixa as pessoas ainda mais ansiosas, além de incentivar condutas violentas. Aliados ao cenário de confinamento, esses fatores aumentam a probabilidade de uma tragédia acontecer dentro ou fora de casa.

Além disso, a necessidade de sentir-se bem constantemente provoca cada vez mais consumo de álcool. Se a pessoa não for consciente e souber quando parar, pode ficar dependente dessa substância.

Existem maneiras mais saudáveis e seguras de aliviar a ansiedade, afastar o mau humor e recobrar o gosto pela vida. O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo deixa essas alternativas bastante claras.

Beber socialmente x Alcoolismo

Existe um limite entre beber socialmente e abusar das bebidas alcoólicas. Pessoas dependentes normalmente se recusam a aceitar que exageram na quantidade de álcool ingerida por estarem em negação. Assim, usam o termo “beber socialmente” para justificarem o seu comportamento.

Para que o hábito de beber seja considerado dependência, ele precisa se repetir durante meses e, ainda, fazer correspondência aos seguintes critérios:

  • A pessoa precisa ter crises de abstinência quando não bebe;
  • A pessoa precisa investir grande parte do seu tempo e dinheiro no consumo de álcool;
  • A pessoa precisa ter passado por diversas tentativas fracassadas de cortar ou controlar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • A pessoa precisa sentir vontade irresistível de beber;
  • A pessoa precisa prosseguir com o hábito de beber mesmo sabendo de suas consequências;
  • A pessoa precisa apresentar comportamentos atípicos;
  • A pessoa precisa negar o seu vício no álcool quando este é apontado por terceiros.

Como combater o alcoolismo?

Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo: descubra como lidar com este problema

O problema do alcoolismo pode ser revertido com a psicoterapia!

O tratamento dessa doença crônica é focado nas múltiplas necessidades do paciente, as quais englobam a sua vida social, familiar, amorosa e profissional. O seu estado emocional, é claro, também é uma grande necessidade.

A terapia para o alcoolismo pode acontecer individualmente e/ou envolver entes queridos, como a família e o cônjuge. Assim, a terapia de casal, familiar e individual são igualmente eficazes para o tratamento.

Como a família desempenha um papel muito importante na recuperação da dependência, consultas em grupo tendem a ser mais benéficas para o paciente.

Na terapia, o paciente alcoolista aprende a:

  • Desenvolver o autocontrole;
  • Adotar métodos menos danosos à saúde para gerir emoções;
  • Aliviar o estresse oriundo de uma situação ou relacionamento;
  • Mudar o seu estilo de vida para um mais adequado;
  • Resolver problemas com coerência e tranquilidade;
  • Ter amor-próprio sem precisarem de estímulos de substâncias ou de fatores externos para tal;
  • Reduzir o desejo do paciente pelo álcool;
  • Prevenir recaídas; e
  • Outras técnicas adotadas por psicólogos.

 

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