Site Overlay

Endométrio: o que é, onde se localiza e possíveis doenças

O endométrio é o tecido que reveste internamente o útero e a sua espessura varia ao longo do ciclo menstrual de acordo com a variação da concentração de hormônios na corrente sanguínea.

É no endométrio que ocorre a implantação do embrião, dando início à gravidez, mas para que isso aconteça, o endométrio precisa ter a espessura ideal, que é entre 8 e 18 mm. Caso não haja fecundação e implantação no útero, ocorre a descamação do endométrio, caracterizando a menstruação.

É importante que as características do endométrio sejam avaliadas através do exame ginecológico ou exames de imagem indicados pelo médico, isso porque algumas situações como adenomiose, pólipos ou tumores podem afetar o endométrio e trazer consequências para a mulher.

Como varia a espessura do endométrio

A espessura do endométrio varia todos os meses em todas as mulheres em idade reprodutiva, caracterizando as fases do ciclo menstrual:Fase proliferativa: Logo após a menstruação o endométrio encontra-se totalmente descamado e pronto para aumentar de tamanho, esta fase chama-se proliferativa, e nesse período o estrogênio promove a liberação de células que aumentam sua espessura, assim como os vasos sanguíneos e as glândulas exócrinas.Fase secretora: Na fase secretora, que acontece durante o período fértil, o estrogênio e a progesterona irão fazer com que o endométrio tenha todos os nutrientes necessários para a implantação e nutrição do embrião. Caso haja fecundação e o embrião consiga ficar no endométrio, poderá ser observado um ‘corrimento’ rosado ou como borra de café durante seu dia fértil, mas se não houver fecundação, após alguns dias a mulher irá menstruar. Saiba reconhecer os sintomas de fecundação e nidação. Fase menstrual: Caso não ocorra a fecundação durante o período fértil, que é quando o endométrio encontra-se mais espesso, esse tecido agora irá entrar na sua fase menstrual e diminuirá de espessura devido a queda brusca de hormônios na corrente sanguínea e diminuição da irrigação do tecido. Estas alterações fazem com que o endométrio se solte aos poucos da parede uterina, dando origem ao sangramento que conhecemos por menstruação.

O endométrio pode ser avaliado por meio de exames ginecológicos de imagem, como ultrassonografia pélvica, colposcopia e ressonância magnética, por exemplo, em que o ginecologista verifica se há algum sinal de doença ou alteração nesse tecido. Conheça outros exames solicitados pelo ginecologista.Endométrio na gravidez

Na gravidez, o endométrio está mais espesso, possuindo entre 8 a 18 mm, devido às alterações hormonais que fazem com que o endométrio tenha características ideais para que exista a implantação do embrião fecundado na parede uterina e, consequentemente, desenvolvimento do embrião, dando início à gestação.

Nos casos em que o endométrio não consegue ficar espesso naturalmente, a implantação do embrião no útero pode ser dificultada. Por isso, o médico pode indicar o uso de alguns medicamentos hormonais, como Utrogestan, Evocanil ou Duphaston, para aumentar a espessura endometrial e, assim, facilitar a implantação do embrião no útero.

A principal causa do endométrio fino é a falta de progesterona, mas isso também pode acontecer devido ao uso de anticoncepcionais, útero infantil e lesões após aborto ou curetagem.Principais doenças que afetam o endométrio

A alterações do endométrio podem ser devido a doenças que podem ser tratadas e controladas com o uso de hormônios e, em alguns casos, realização de cirurgia. O acompanhamento médico é essencial par evitar complicações de cada doença, manter a saúde uterina e aumentar as chances de engravidar. As doenças mais comuns relacionadas ao endométrio são:1. Câncer de endométrio

A doença mais comum que afeta o endométrio é o câncer de endométrio. Este pode ser facilmente descoberto porque o seu principal sintoma é o sangramento fora da menstruação. No caso de mulheres que já passaram pela menopausa e estão há 1 ano sem menstruar, o sintoma é logo percebido.

Para aquelas que ainda não chegaram na menopausa o principal sintoma é o aumento da quantidade de sangue perdido durante a menstruação. É preciso estar atenta a estes sinais e procurar logo por um ginecologista, pois quanto antes o problema seja descoberto, maiores são as chances de cura. Saiba como identificar o câncer de endométrio.2. Pólipo endometrial

Os pólipos localizados na região do endométrio são benignos e facilmente percebidos porque gera sintomas como perda de sangue antes ou depois da menstruação ou dificuldade para engravidar. Esta alteração é mais comum após a menopausa e surge, geralmente, em mulheres que tomam medicamentos como Tamoxifeno.

Na maior parte das vezes essa doença é descoberta numa ultrassonografia que evidencia um aumento da sua espessura. O tratamento é de escolha do ginecologista mas pode ser feito com a retirada através dos pólipos através de cirurgia, especialmente se a mulher for jovem e quiser engravidar, mas em muitos casos não é necessário realizar cirurgia, nem tomar medicamentos hormonais, fazendo um acompanhamento do caso de 6 em 6 meses para verificar se houve alguma alteração.3. Hiperplasia de endométrio

O aumento da espessura do endométrio é chamado de hiperplasia endometrial, sendo mais comum após os 40 anos de idade. Seu principal sintoma é o sangramento fora do período menstrual, além de dor, cólica abdominal e aumento do útero, o que pode ser visto numa ultrassonografia transvaginal.

Existem diversos tipos de hiperplasia endometrial e nem todos estão relacionados ao câncer. Seu tratamento pode envolver medicamentos hormonais, curetagem ou cirurgia, nos casos mais graves. Saiba mais sobre a hiperplasia do endométrio..4. Adenomiose

A adenomiose ocorre quando o tecido que se encontra dentro das paredes uterinas aumenta de tamanho provocando sintomas como intenso sangramento durante a menstruação e cólicas que dificultam a vida da mulher, além de dor durante o contato íntimo, prisão de ventre e inchaço abdominal. Suas causas não são totalmente conhecidas, mas pode acontecer devido a realização de cirurgias ginecológicas ou parto cesárea, por exemplo, além disso a adenomiose pode surgir depois da gravidez.

O tratamento pode ser feito com o uso de anticoncepcionais, colocação de DIU ou cirurgia para retirada do útero, nos casos mais graves, quando os sintomas são muito incomodativos e quando há contraindicação para o uso de medicamentos hormonais. Saiba mais sobre a Adenomiose.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.