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Medo de perder alguém ou ciúmes? Entenda esse mecanismo

Medo de perder alguém ou ciúmes? Entenda esse mecanismo

Medo de perder alguém ou ciúmes? Entenda esse mecanismo

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O medo de perder alguém é uma preocupação muito comum das pessoas. Construir um relacionamento não costuma ser fácil. É preciso fazer acordos e sacríficos frequentes, além de passar por múltiplos momentos de medo, angústia, alegrias, conquistas, tristeza e prazer. É uma montanha-russa de emoções sem fim.

Os períodos vividos em conjunto, combinados com os sentimentos de amor e afeição, dão origem ao medo de perder a pessoa amada e ao ciúme. Ambos podem parecer semelhantes, mas cada um possui uma motivação.

Uma pessoa apegada tanto ao ciúme quanto ao medo de perder tem dificuldade para ter bons relacionamentos. Os vínculos afetivos costumam ser superficiais ou turbulentos, culminando no fim da relação.

Por que sentimos ciúmes? 

O ciúme é a manifestação da insegurança de quem tem medo de perder alguém que ama. O indivíduo ciumento normalmente tem sentimentos e pensamentos que o levam a acreditar na possibilidade de a pessoa amada ser “roubada” por outro.

Junto com o ciúme, um conjunto de emoções se manifestam – raiva, ressentimento, medo, desgosto, impotência e desesperança – e incitam uma variedade de reações.

O ciumento pode, por exemplo, tentar controlar a vida do cônjuge, ficar irritado e constantemente acusá-lo de infidelidade, ser agressivo com supostos “competidores românticos”, punir o parceiro por ter “dado motivos” para o ciúme e cobrar demonstrações de amor e de lealdade do parceiro.

Mesmo que motivadas pelo medo de perder a pessoa amada, todas essas atitudes fragilizam o relacionamento. O ciumento não costuma perceber que está agindo de maneira dominadora ou repressiva.

Deste modo, se ele acaba afastando o cônjuge devido às suas condutas, ele não compreende o porquê disso. Em sua cabeça, só estava fazendo o necessário para manter a pessoa amada perto.

Por que temos medo de perder alguém que amamos?

Não é nada bom perder alguém querido, seja um parceiro, familiar ou amigo. O afastamento de uma pessoa a qual amamos e desejamos ficar perto é doloroso e angustiante. Muitos sofrem somente ao imaginar essa possibilidade.

As pessoas têm medo de perder alguém amado por várias razões. Nem todas estão relacionadas ao ciúme. O medo do futuro, a falta de autoestima, a insegurança em si mesmo e/ou no cônjuge, o desejo de prevenir sofrimento ou simplesmente o medo de perder uma pessoa tão querida e agradável.

A perda de alguém amado pode comprovar medos nutridos durante anos, como “não sou alguém interessante”, “é impossível as pessoas gostarem de mim” e “estou destinado a ficar sozinho”. Assim, antes do término acontecer, as pessoas já começam a se preocupar.

Ficam presas no “será?” e no “e se…?” e deixam de aproveitar o presente. Não raro a sua preocupação faz com que foquem em questões insignificantes e causem irritação e sofrimento ao outro. Deste modo, o próprio parceiro sente vontade de acabar o relacionamento.

Outro cenário bastante comum e nocivo à saúde mental é a dependência emocional oriunda do medo de perder alguém querido. Para fazer com que o outro fique, as pessoas se sujeitam a humilhações e restrições de suas vontades.

Alguns também têm medo de reviver dores causadas pela morte de um ente querido ou cônjuge. Este é um mecanismo de defesa muito comum que se repete em circunstâncias diferentes. Como temem passar pela mesma experiência, não conseguem relaxar. Consequentemente, os relacionamentos dessas pessoas são superficiais e sabotados por suas próprias posturas defensivas.

Até quando o ciúme é aceitável no relacionamento?

O ciúme é visto por um grande número de pessoas como uma forma de “apimentar” a relação ou uma demonstração de cuidado. O ciúme é uma comprovação de que o cônjuge se importa, que deseja cuidar do outro. Para se sentirem amadas, essas pessoas provocam o parceiro e tentam tirar reações variadas dele.

Essas percepções parecem inocentes, mas não são nada legais. É normal o ciúme aparecer de vez em quando, principalmente quando a pessoa amada parece se dar muito bem com outro alguém. No entanto, constantes manifestações de ciúmes e provocações prejudicam o relacionamento.

Elas podem evoluir para tentativas de restrição da liberdade do parceiro. O enciumado controla aonde ele vai e com quem ele interage, além de estar sempre preocupado com a possibilidade de ele encontrar outra pessoa. Por exemplo, se um novo profissional começa a trabalhar no departamento dele, o enciumado já fica pensativo. Será que pode ser um competidor pelo amor do parceiro?

Como o ciúme nasce de uma insegurança, não é bom alimentá-lo.

Medo de perder alguém ou ciúmes? Entenda esse mecanismo

É preciso compreender que é impossível controlar as outras pessoas. Só podemos confiar na pessoa amada e acreditar que ela também nos quer bem. Para quem é ciumento, essa noção pode parecer inconcebível.

Se alguém der em cima do meu parceiro devo ficar quieto? Sim! Afinal, a responsabilidade de dizer que é comprometido e não tem interesse no flerte é dele, não sua. Você não precisa direcionar o seu cônjuge para que ele demonstre ter um compromisso com você.

O excesso de ciúmes pode acabar concretizando o maior medo do ciumento: o afastamento da pessoa amada. Ninguém quer ter a sua liberdade restrita, especialmente por alguém querido.

Como lidar bem com o medo de perder alguém?

O medo de perder alguém tem mais a ver com você do que com a outra pessoa. Os seus relacionamentos passados, as suas crenças sobre o amor e as suas vivências negativas têm influência em como você se relaciona.

Você pode ter inconscientemente desenvolvido o medo de ficar sozinho, a carência afetiva ou uma personalidade ciumenta. Por isso, não importa o quanto você tente, não consegue aproveitar os seus relacionamentos e eles acabam chegando ao fim.

Para que você perca inseguranças e temores que atrapalham as suas relações, precisa compreender que os relacionamentos amorosos são imprevisíveis e incontroláveis justamente porque as pessoas são assim.

Elas estão em constante mudança, por isso, o que ontem era prioridade deixa de ser hoje. Como controlar tantas transformações? É impossível!

Entre as atitudes que você pode tomar para superar o medo de perder alguém e, ainda, controlar o ciúmes, estão:

1. Converse com seu cônjuge

Quando há insegurança em relação aos sentimentos do outro, o casal deve ter uma conversa franca um com o outro. Nela, devem expressar o desejo de prolongar o namoro ou casamento.

Se um dos parceiros estiver em dúvida sobre seus sentimentos, mas ainda desejar dar uma segunda chance ao relacionamento, ambos os cônjuges podem trabalhar para isso. Aliás, a terapia de casal pode ajudar o casal a conviver em harmonia e reviver a paixão.

E se não houver interesse de ambas ou de uma das partes?

Neste caso, a melhor solução costuma ser a separação. O medo de perder alguém ou de ficar sozinho às vezes atrapalha o julgamento de pessoas que se encontram nessa situação. Assim, elas permanecem em um relacionamento desagradável desnecessariamente.

2. Faça terapia

A terapia individual pode ajudá-lo a desvendar o porquê de você ter tanto medo de perder uma pessoa amada. Até certo ponto é compreensível ter esse temor. Quando amamos alguém, não queremos viver sem essa pessoa. Todavia, não podemos deixar esse medo governar as nossas emoções.

Ao identificar a origem desse temor na terapia, com orientação de um profissional, você pode tanto encontrar maneiras de lidar com ele quanto elevar a sua autoestima e fortalecer sua autoconfiança para não depender excessivamente dos outros.

Dessa forma, as suas relações futuras serão mais agradáveis e livres de preocupações atreladas ao passado.

3. Peça para o seu cônjuge fazer terapia 

Casais com problemas conjugais podem encontrar soluções efetivas na terapia de casal. A falta de comunicação, a sensação de distanciamento do parceiro, a indiferença, a carência e o ciúme possessivo podem ser debatidos e solucionados mediante conversas honestas com o psicólogo.

Para isso, ambos os parceiros devem estar de acordo com o acompanhamento psicológico. Como temas íntimos serão discutidos na terapia, o casal precisa estar confortável. É normal ter um pouco de insegurança no começo. Falar sobre emoções, expectativas e momentos privados não é fácil para todas as pessoas.

Quando estão dispostos, os cônjuges relaxam com o passar das consultas e conseguem se expressar. Já quando uma parte do casal faz terapia contra à vontade, não há conforto, relaxamento ou vontade de falar. Assim, o aproveitamento é baixo.

4. Corra riscos

A melhor forma de enfrentar medos é correndo riscos. É ao mesmo tempo libertador e assustador encarar uma hesitação de frente. O medo cresce e ameaça sair do nosso controle, mas, com o tempo, ele deixa de nos incomodar. Nos acostumamos e aprendemos a lidar com ele.

Então, com consciência de suas necessidades emocionais, assuma pequenos riscos.

Se doe pouco a pouco para a pessoa amada, compartilhando sentimentos, desejos e sonhos. Tenha a consciência que ela pode corresponder ou não às suas emoções da maneira desejada. Deixa-a livre para se expressar e ser quem ela é, sem medo de que ela possa mudar de ideia subitamente.

Amar é confiar. Se você não confia em seu parceiro, como o relacionamento de vocês pode dar certo? É doloroso sofrer uma decepção amorosa ou perder alguém querido, porém, é igualmente doloroso deixar de viver com medo de algo ruim acontecer.

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